quarta-feira, 10 de fevereiro de 2010

Esquecer Matola, ouvir T’Yana para Lembrar Samora e olhar Guebuza

Um homem que quer reger a orquestra

precisa dar as costas à plateia.

James Cook


Para Jorge Saiete, Lazaro Bamo

e o recém admitido ao

triste clube matolense

Júlio Mutisse


Desliguei-me da Matola que tanto amo.

Os jornais repetem as notícias do lixo e os residentes de Fomento saem a rua para reclamar a falta de limpeza “enquanto pagamos taxa de lixo”. O presidente do Município espreita para a capital e nos apazigua “se até Maputo tem lixo”. Clic!

Comemoravam-se 38 anos de Matola como cidade. Nessa noite as estrelas foram ofuscadas pelo fogo de artifício.

Viva Matola!

Esqueço Matola e seu lixo, sua falta de água, promessas não cumpridas de estradas e eternos seminários sobre plano de estrutura urbana!

Viva Matola!

Mas me esqueci da Matola, da revolta populacional e comentadores das TV’s que põem em causa a competência do seu presidente que sempre acreditou na “Matola Primeiro.” Clic!

Me esqueci!

Me tranquei no quarto e recuperei um disco de T’Yana exumado do baú das memórias para fazer um back ao passado de um povo que levantava o nariz e dizia aos governos racistas de Ian Smith e Pieter Botha que “somos pobres com orgulho”.

T’Yana nos leva de volta a um país que era liderado por um homem de causas, que preferiu trancar as suas fronteiras e punha o povo a cantar “Smith wa lhanya” algo como “Smith é louco”.

Eram os tempos que brincávamos djiplokotsos a Kapango na Escola Primária de T-3 e festejamos a distribuição de leite em pó nos intervalos depois de longas filas para vacinação. Nessa altura, na curiosidade de ver o Presidente nos juntamos nas machambas 16 de Junho pertencente a Cooperativa das Zonas Verdes para o ouvirmos gritar “Independência ou Morte, Venceremos!”

É neste contexto que aprece T’Yana inspirado no discurso de Samora Machel depois do comando boer, no dia 30 de Janeiro de 1981, ter invadido Moçambique para assassinar militantes do ANC.

O tom de desafio de Samora Machel e interpretação perfeita de Yana, é a demonstração de segurança de um país acabado de sair de uma luta pela independência frente a um exercito colonial violento, que não aceita dobrar-se perante uma potencia regional que era a África do Sul do Apartheid.

Que venham, estamos prontos para os receber com uma sandes de marreta, um copo de creolina, um rebuçado de pregos, um bolo de granada e para fazer digestão um coro de armas viradas para eles.

Esta é a forma como um país de terceiro mundo, considerado na altura, muito mais do que hoje, mais pobre do mundo.

Mais do que as consequências que o país passaria ou que passou, se olharmos para toda a sabotagem que o país viveu, o mais importante era passar para os nossos inimigos a mensagem de um país que não verga, um país que poeticamente se definiria “pobre mas orgulhoso”!

Hoje podemos encontrar o mesmo discurso em Armando Guebuza. É claro que já não se coloca o verso de “pobre orgulhoso” mas o de auto estima.

Os inimigos de hoje são outros, como o definiu Marcelino dos Santos num seminário organizado pela Coopal_ Jornalistas Culturais, onde Armando Guebuza era o principal orador, antes da sua eleição para o primeiro mandato.

Os inimigos são outros, dizia o libertador. Armando Guebuza olha para a pobreza absoluta que se pode vencer com trabalho e auto estima. Para Graça Machel, na abertura do ano lectivo d’A Politécnica, é importante que o moçambicano em qualquer parte do mundo se sinta moçambicano mas parte deste mundo.

Mas voltamos ao discurso combativo de Samora em Yana. Se Graça Machel hoje fala desse orgulho de ser moçambicano, podemos recuar para “Daqui Não Saio Daqui Ninguém Me Tira”.

Eu aqui nasci e é aqui que vou morrer.

Se alguém vier para me tirar eu não vou sai.

Nunca deixarei que alguém me roube esta terra.

Venha de onde vier, Independência ou Morte daqui não saio.

Mais uma vez encontra-se aqui no verso de T’Yana o tom desafiador samoriano. A ideia de terra que nos vê nascer e que suporta os nossos mortos. O discurso é típico do momento em que o país vivia e o Marechal precisava fazer acreditar ao seu povo que a defesa da pátria valia todo o nosso sangue. Foi assim que se ganhou a “liberdade” e é por amor a terra que hoje podemos nos entregar, diria Guebuza, no combate a corrupção e renovação de liberdades individuais se quisermos realmente combater a pobreza.

Podemos falar de unidade em as tuas dores mas as minhas dores vão estrangular a opressão. Penso que esta é das músicas mais significativas do professor Yana. A ideia da unidade para se atingir um bem comum. No entanto a unidade não pode significar todos nós estarmos a fazer a mesma coisa. É estarmos a contribuir a nossa maneira para um mesmo fim. Guebuza recupera essa ideia de unidade primeiro com indicação de 2009 como ano Eduardo Mondlane e depois no discurso da sua investidura onde fala de uma colaboração entre a geração 25 de Junho, a geração 8 de Março e a geração de Viragem.

Os teus olhos mais os meus olhos vão falando da revolta.

A tua cicatriz mais a minha cicatriz vão lembrando o chicote.

As minhas mãos mais as tuas mãos vão pegando em armas

A minha força mais a tua força vão vencer o imperialismo

O meu sangue mais o teu sangue vão regar a vitória.

É claro que não vencemos o imperialismo mas estamos a construir um país enquanto a nossa Matola assiste. Voltei a Matola porque acabou a música e dá para olhar que o seu presidente quer reger uma orquestra virado para o público. É por essa razão que está preocupado com os seminários para aparecer sempre em público através dos órgãos de informação.

Aquele abraço

PS: Não consigo fazer o upload da música aqui. Quem a quiser que me dê um toque por email.

PC

19 comentários:

aminhavozz disse...

Da próxima vez, pensem bem antes de votar...

Julio Mutisse disse...

Mapengo irmão,

Não volte a Matola apenas porque a música acabou. Aliás tu nunca saíste daí nem mesmo te esqueceste da Matola. A Matola, para ti, ao contrário de mim que apenas me tenta adoptar, representa o ideal da “terra que nos vê nascer e que suporta os nossos mortos.” Terra da qual, pelo que sei, não queres sair, terra da qual recordas com saudade o saudoso Carlos Tembe de quem, se te esforçares, podes ser um digno seguidor e fazer da Matola e suas gentes uma causa.

A “ideia da unidade para se atingir um bem comum” ainda é possível nesse espaço geográfico e é possível construir o país com a Matola como agente activo, isso se não estivermos a esgotar a Matola na pessoa do seu presidente. Matola somos todos nós que vivemos naquele espaço territorial, Matola somos nós que podemos dar algo por ela.

Não desligo o seu revisitar do passado nacional embalado pelo professor Yana e a sua opinião sobre o entrelaçar do discurso samoriano e o discurso guebuziano no contexto das lutas de hoje, do que eu desejo e do que penso (considerando nossas conversas e até recuando para o post sobre os encontros informais) desejas para a Matola: orientação, galvanização que, em minha opinião, só se consegue com lideranças fortes como são as de Samora e Guebuza.

Lamentar não nos serve de nada. Temos 4 nos pela frente e é necessário influenciar mudanças, fazer o maestro virar para o sítio certo. Acredito que se Nhacale tem qualidades, se não não estaria ali. Ele está a procura do seu espaço e o povo não tem tempo nem para o ajudar nem para desculpas; quer resultados. Também, para quem enfrenta esse dilema, não ajuda muito o facto dele substituir aquele que esteve sempre entre os autarcas mais emblemáticos do país e viver num país em que o presidente da república repete sempre que NÃO VALEM DESCULPAS, é tempo de mostrar RESULTADOS.

Estamos juntos.

Irmã Zenaida e demais matolenses, quais eram as alternativas a tempo que Nhacale foi eleito? Que programas e/ou promessas foram apresentados? Quais eram as mais credíveis ou as que ganharam mais simpatias. A resposta é clara... Nhacale. Ele tem que fazer por merecer a confiança que o povo da matola, eu ainda era de Maputo hehehee, depositou nele. ELE O FARÁ.

Jorge Saiete disse...

Mapengo, khanimambo pela dedicatoria.
As vezes penso em fugir da matola mas Guebuza não me deixa. O tal Guebas que diz que "a pobreza não é nenhuma fatalidade, ela pode ser vencida". A minha resposta ao Guebas tem sido BAYETEEEE HOSI, KANILEZI. Como que a dizer, SIM MAS....
Para combatermos a pobreza não basta o discurso e passeatas televisivas como as de Nhancale, é preciso um plano de acção sério e a consequente implementação. Plano de acção, matola tem, falta-lhe seriedade no sentido de responder os verdadeiros anseios dos mantolenses.

O Yana dizia, "as tuas dores mais as minhas dores vão estrangular a opressão". ele tinha toda razão e nós, população da matola, estamos dispostos e não é por acaso que aceitamos ir viver para Nkobe, Mwamatibjana, Ngolhoza, Mucatine, São Damasio etc. Estamos a contribuit para o desenvolvimento da matola. Damos o nosso suor mas onde está o do municipio? como estão as vias de acesso? a Agua? a energia? o policiamento?

Graça Machel, a tal encansavel mulher, repetidas vezes nos fala de orgulho de ser moçambicano e é secundado por Guebas quando nos sugere a auto-estima.E nós na matola temos orgulho de pertecermos a este municipio embora orgulho ou auto-estima não encha barriga nenhuma.
abraço mano, ainda volto

Basilio Muhate disse...

Há um projecto "cidadela da Matola" ... algum espaço para a juventude ou é iniciativa privada ?

Martin de Sousa disse...

"cidadela da Matola" Basílio, em que é que isso resolve os problemas básicos da matola: água, saneamento, vias de acesso, serviços públicos em quantidade e qualidade etc? Claro, estou a falar de algo na competência do governo municipal.
Comeon Basílio, achas mesmo que malta Saiete, Bamo, Muthisse etc estão interessados na "cidadela da Matola", com lixo, estradas precárias,falta de água, etc oh Basílio?
A Matola com o Nhacale está fo....

Anónimo disse...

Mapengo,

uma abordagem interessante que apela a reflexao.

Sobre a Matola...ha muito que se pode dizer. Resumindo eu diria que quando o pepino nasce torto, e dificil emenda-lo. O que tem de ser revisto e todo o modelo de seleccao/escolha de candidatos a Presidente de Municipio (sem querer falar directamente do Nhancale).

Por mim somente dois ou tres Presidentes/candidatos quebraram a logica meramente politico-partidaria. Daviz Simango, o malogrado Carlos Tembe e Comiche.

E preciso que antes dos partidos "os adoptem", os candidatos elaborem "programas de governacao" com suas equipas e os "vendam" aos partidos e municipes a quem pretendem representar. Sem precisar de dizer que cabera a eles identificarem essas propostas com os partidos/grupos que representam.

Porque?

Assim ha uma maior responsabilizacao dos candidatos. E de seus programas...e que neste momento nao e muito clara a fronteira entre a proposta do candidato e a do partido (parece que a do partido acaba pesando mais na balanca).

E aqui se pode fazer uma pergunta pertinente. No modelo actual vota-se me pessoas (candidatos a presidir o municipio) ou em grupos/partidos politicos?

Basilio,

eu defendo que a juventude deve ser mais criativa e pro-activa. Identificar as oportunidades e encontrar formas de potencia-las a seu favor.

E facil? Obviamente que nao...

O mercado esta devidamente estruturado para facilitar esse movimento? Esta claro que nao...

Como podemos ver, o assunto e muito mais complexo do que parece...

E precisaria de muito mais espaco para trata-lo...

Fico por esta minha modesta contribuicao

Anónimo disse...

Acabei nao assinando por engano o meu comentario. O anterior.

Inacio Chire

Basilio Muhate disse...

Martin e Chire

Eu não sou Matolense e procuro um espaço na matola sem esses problemas de agua, saneamento, resíduos, infra-estruturas básicas, etc.
será que para ser verdadeiro Matolense tenho que passar por estas situações de crises de gestão do fomento, do 700, da cidade, etc? Se assim for então que as lideranças Municipais arranjem a melhor sombra da cidade e lá coloquem música até ao final do Mandato e façam festa.
Viva a Cidadela, a "outra" Matola, a Matola dos sonhos ... só me digam se ainda há talhões para a juventude ou se é iniciativa privada.

Afinal quem é que tem que resolver os problemas básicos da Matola ?

Júlio Mutisse disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
Júlio Mutisse disse...

Camarada Basílio, a solução dos problemas dos matolenses deve ser encontrada nos próprios matolenses. Como disse, o município somos também todos nós que vivemos naquele espaço territorial, somos nós que podemos dar algo por ela. Mas é claro que existem as lideranças que têm um grande papel na gestão, galvanização das "várias vontades" que existem de ter uma matola melhor. E parece que as lideranças não estão a fazer a sua parte, não mobilizando as pessoas para um objectivo comum através de planos concretos por todos conhecidos.

Como disse antes é necessário orientação, galvanização que, em minha opinião, só se consegue com lideranças fortes que, no caso da matola, se existe ainda não se mostrou.

Não se pode abdicar da Matola pela inacção ou actuação longe do que desejamos e nem esgotar a Matola na pessoa do seu presidente.

Matola é dos matolenses eles que acordem e ajam e se tornem agentes da mudança. eu incluso claro.

PC Mapengo disse...

Zena

Ainda bem que passaste para ler a minha carta. Mutisse pergunta sobre alternativas. Penso que o que se colocou na Matola não foi uma questão de pensar bem antes de votar. Ou então a melhor forma de votar, em relação a Matola, se olharmos para as alternativas, os discursos e tudo mais que todos os candidatosm independentemente do partido, nos ofereciam seria cada um ficar em casa a ouvir música. Mas isto nos leva ao velho debate que tenho como meu mano Mutisse, será essa a melhor saída?

Matola não teve grandes altenativas, podes acreditar mana. Os partidos não nos deram melhor prato para escolher. Mesmo dentro dos camaradas, se olharmos para os pré candidatos o que podíamos esperar?

Não tenho nada contra Maria Vicente, até gostava dela pela áurea maternal como tratava as coisas, mas isso não basta para se ser líder. Passou todo o período de transição a inaugurar algumas coisainhas e prometer a conclusão da estrada para Kongolote antes de mandato para além de demonstrar nervosismo pelos escândalos de desvio de dinheiro no município da Matola. Ela teve tempo para mostrar liderança mas não fez.

O discurso da oposição era o que estamos habituados: “afastem esses são ladrões!” Ok, suponhamos que fossem ladrões, o que a oposição nos dava? Blablabla. Penso “Nha Vozz” que não se trata simplesmente de pensar bem, é importante que nos dêem o quye votar ou que construamos algo/alguém em quem votar.

PC Mapengo disse...

Mutisse

Meu irmão, tenho uma relação amorosa com Matola, mas isso não faz com que não me zangue com ela. Evito sempre entrar em comparações entre Carlos Tembe e o actual presidente pois isso me levaria a campo de “se” o que como historiador acho que tenho de evitar.

O que procuro sempre dizer é que Nhacale tem de mostrar o seu rumo. Qual é o seu estilo? O que ele tem para nos oferecer em troca da nossa contribuição? Que modelo de governação ele tem? Será o mesmo aplicado na Federação de Ténis?
Tens razão mano quando dizes que não temos tempo para esperar, precisamos de avançar.

Matola não pode esperar por discursos elegantes e populistas, já não são promessas que precisamos, queremos um sinal. É isso Mutisse, um sinal! Mas esse tarda a aparecer.

PC Mapengo disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
PC Mapengo disse...

Saete

Não foi nada complicado te dedicar este texto pela clara vontade que tens de lutar pela Matola.
Percebo o teu Bayeteeee Hosi, Kanilezi. Por vezes fico a pensar se ainda serve a ideia de “não pergunte o que a tua pátria fez por ti, mas sim o que fizeste pela tua pátria”. Como disse a Júlio, precisamos de um sinal para fazermos algo pela Matola e esse sinal deve vir das lideranças. O sinal é mostrarem que estão a fazer a parte deles, estão a tirar o lixo, estão a tratar das vias de acesso, estão a tentar resolver a questão dos transportes. Agora me dizer que Maputo também tem lixo não dioz nada. Maputo pode até construir edifícios de lixo e nadar-se sobre ele, a mim o que importa agora é Matola. Isso pode soar a egoísmo, tudo bem.

Basílio fala, por exemplo de terrenos na Matola, é complicado quando os parcelamentos estão congelados desde o inicio da era Nhancale.

Mano, venha a Matola, não é só de falta de água, estradas e muito lixo que vivemos. Há espaço para construirmos uma sociedade e para fazermos da Matola parte activa de desenvolvimento deste país.

PC Mapengo disse...

Chire

Como vai mano?

Tu olhas para o pepino, a minha avó falava de uma árvore. Ok, acho que é só uma questão de dimensão.
Eu não tenho dúvidas que votamos mais nos partidos/grupos políticos e não exactamente nos candidatos. E esses grupos e partidos é que procuram ditar as regras. Daviz Simango, Carlos Tembe e Comiche eram os “fora-de-jogo” por isso que atingiram outros níveis e respeito.
Penso que muitos outros podem quebrar a corrente e escolherem do que lado do jogo querem estar: do jogador ou do pião.

Lázaro M.J.D.M Bamo disse...

Mapengo

Ontem algures na cidade de Maputo enocntrei-me com Amosse Macamo, disse que tinhas me dedicado uma carta, fiquei curioso, abri o email segui o seu blog, li o texto e não consegui reagir. levei o texto para casa, voltei a ler, e senti saudades de uma luta não vencida.

O mais importante não é fugir da Matola muitos menos conformar-se temos que ser proactivos, se a edilidade não faz vamos nós fazer. Até porque temos capacidade de juntar a malta lá da vizinhanca e limbar o quarteirao, já o fizemos em tempos do perfeito Machel.

"Daqui não Saio, Daqui ninguém me tira" cantou Yana e canto eu, pois acrdetido acredito na vitória com ou sem Nhancale. Não sei se o edil estará a gostar do que está a acontecer, duvido muito que ele esteja, não teria nenhum prazer e manchar seu nome, e ele tem sequazes estes devem por a mão na massa vamos lá hoje ao debate com vereadores.


Obrigado Mapengo

PS: Zenaida nunca te arrependas de teres feito algo mas de não teres feito nada

PC Mapengo disse...

Isso Bamo

Também não acredito que Nhacale esteja a gostar de uma Matola como esta. Acho até pelo pouco que o conheço que tem vontade de fazer alguma coisa o problema é como fazer. Ai é que está o problema. Mas isto é como no futebol onde se a equipa não produz resultados o treinador é que arca com as consequências.
O problema pode estar na sua equipa, mas ele é o chefe dessa equipa e deve liderar.
Perdemos também a “mania” de trabalho comunitário e ganhamos o mau hábito de esperar que os outros façam por nós.
Obrigado mano por teres passado por cá. Mas como diz Mutisse, sou da Matola e não há como fugir nem me conformar, tenho noção do meu papel como filho desta parte de Moçambique e é por isso que não viro cara a um debate sobre ela.

Martin tens razão.
Cidadela pode servir de cartão de visita, mas não é isso que nos preocupa agora. O que exigimos é que se cumpra com o prometido e nos dêem tantas outras coisas de acréscimo. Matola precisa resolver coisas básicas. Matola precisa evitar que a Avenida 4 de Outubro que liga Estádio da Machava a Benfica continue a se esburacar como está a acontecer. Matola precisa olhar para Tembe como ponto de partida e não com uma saudade doentia e fatal como tende a acontecer.

Chacate Joaquim disse...

Carlos Tembem, Comiche e Daviz Simango são exemplos asseguir. sinto me traido com elação ao novo presidente deste município a Freli deve corrigir isto...

Julio Mutisse disse...

Com o desfile de ontem na TVM não me resta outra alternativa se não chamar-te para um copo a ver se, desta vez, afogamos o raio das mágoas